Comunicado Mensal do Governador
Não sei em que momento, nós rotarianos,
optamos pelo foco no número frio do DQA, onde
os fins justificavam os meios, ou seja, o que
importava era um número crescente de sócios, sem
se preocupar se esse número representava um Clube ou um Distrito
atrativo e representativo dos anseios da comunidade local, adaptado
às mudanças aceleradas da sociedade moderna.
Os números de DQA devem refletir a eficiência do Rotary como
instituição que congrega líderes, que praticam companheirismo e que
atuam em projetos sociais grandes e extremamente bem estruturados.
Quando os números, apesar de mostrarem saldos positivos ou
estáveis, estão descolados da real situação interna dos Clubes e dos
Distritos, estamos diante de um impasse. Hordas de entradas e saídas,
pouca fidelização e baixo valor agregado.
Cabe, a cada um de nós, avaliar e ter em mente o que é nossa
essência, valorizando nosso companheirismo e nossas ações
humanitárias e tendo a coragem de apagar, substituir, aprimorar e
adequar o que for preciso.
Costumes são atitudes que se moldam com o tempo e o local; os
costumes, para serem úteis, precisam ser dinâmicos se readequando e
se ajustando ao futuro.
Quando chamamos costumes velhos de tradição, engessamos a
principal virtude do costume, que é o dinamismo e a capacidade de
formatar o Rotary para as necessidades atuais.
Devemos repensar o DQA, não como um objetivo numérico, mas
entendendo e corrigindo nossas ações, transformando o nosso Rotary
em um lugar atrativo para novos líderes com interesse em ação
humanitária.
Com mais mãos poderemos agir, cada vez mais e com maior
impacto.






